Foto: RIOgaleão via assessoria
O movimento já aparece no embarque. O Aeroporto Internacional Tom Jobim (RIOgaleão) voltou a ganhar ritmo e muda de escala.
A concessionária RIOgaleão projeta fechar 2026 com 19,5 milhões de passageiros. Não é apenas recuperação. É reposicionamento.
O número consolida um novo patamar para o Rio de Janeiro dentro da aviação nacional e internacional. E sinaliza algo maior. O aeroporto deixa de ser coadjuvante e retoma protagonismo na distribuição aérea do país.
Primeiro trimestre confirma virada operacional
Entre janeiro e março, o terminal registrou 5,2 milhões de passageiros. É o melhor resultado da história para o período.
O crescimento foi de 19% sobre o mesmo trimestre do ano anterior. O mercado doméstico puxou com 3,2 milhões de passageiros, alta de 20%. No internacional, foram 2 milhões, avanço de 17%.
A retomada não acontece isoladamente. Ela acompanha a reorganização do sistema aéreo da cidade.
Desde a implementação da coordenação do sistema multiaeroportos, o Rio vem ganhando tração. Nos dois primeiros meses de 2026, o fluxo total cresceu 42% frente a 2023. No internacional, o salto chega a 107%.
Malha aérea cresce e transforma o Rio em hub estratégico
A evolução mais relevante está na conectividade.
De 2022 a 2025, o Galeão saltou da décima para a terceira posição entre os aeroportos mais movimentados do Brasil. A malha doméstica cresceu mais de 800% em relação a 2023. A internacional avançou mais de 200%.
A GOL Linhas Aéreas aparece como principal vetor dessa expansão. A companhia anunciou voos diretos para Nova York, Orlando, Lisboa e Paris.
Ao mesmo tempo, novos destinos entram no mapa. Roma, Dallas, Toronto, Montreal, Assunção, Mendoza e Santa Cruz de la Sierra ampliam o alcance.
Companhias como ITA Airways, Air Canada, Air Transat e Boliviana de Aviación reforçam essa rede.
O resultado é direto. O aeroporto concentra hoje 50% do tráfego internacional low-cost do Brasil.
Turismo internacional responde com recordes
A conectividade impacta o destino.
Em 2025, o Rio recebeu 2,1 milhões de turistas estrangeiros por via aérea. É recorde histórico. O crescimento foi de 44%.
Em 2026, o ritmo segue forte. Nos dois primeiros meses, o destino registrou o melhor início de série histórica e superou São Paulo no volume acumulado.
O aeroporto deixa de ser apenas infraestrutura. Passa a ser indutor direto de demanda turística.
Logística e e-commerce ampliam peso econômico
O crescimento não fica só no passageiro.
O terminal de cargas do RIOgaleão fechou 2025 com 62 mil toneladas movimentadas. O valor das operações atingiu cerca de US$ 17 bilhões.
Em 2026, a tendência continua. No primeiro trimestre, o valor das importações cresceu 22%, chegando a US$ 4,6 bilhões.
O e-commerce internacional se consolida como motor. Foram mais de 30 milhões de remessas em 2025. Apenas nos três primeiros meses deste ano, já são mais de 10 milhões.
No doméstico, o avanço também chama atenção. O Rio cresceu 81% em carga aérea nos primeiros meses, enquanto o Brasil ficou próximo de 13%.
Novos negócios reforçam ecossistema do aeroporto
O entorno do aeroporto também muda.
Projetos como o centro de pesquisas da BYD, um novo hotel de bandeira internacional e a expansão logística voltada ao e-commerce ampliam o papel do Galeão.
O aeroporto deixa de ser ponto de passagem. Passa a ser plataforma de negócios.
O Galeão não voltou ao jogo. Ele mudou de posição dentro dele.
Leitura do Mercado | Turismo&Eventos
O crescimento do RIOgaleão não é pontual. Ele resulta de coordenação entre malha aérea, estratégia comercial e reorganização do sistema aeroportuário.
A expansão de rotas e a entrada de novas companhias criam um efeito direto no turismo internacional do Rio.
O avanço da carga e do e-commerce amplia o peso econômico do aeroporto além do turismo.
Para outros hubs brasileiros, o movimento acende alerta. O Rio volta a disputar conectividade internacional com força e consistência.

